segunda-feira, 16 de novembro de 2020

(MODELO FICTÍCIO) PROJETO DE FINANCIAMENTO

 

Agrofloresta no Cerrado: uma proposta para a Industria da Farinha em Trindade-GO

 

1          Objetivos deste documento

 

Descrever de forma clara qual trabalho deverá ser realizado e quais entregas serão produzidas.

 

2          Situação atual e justificativa do projeto

 

A Irmãos de Gaia é uma instituição sem fins lucrativos fundada em 10 de novembro de 2020. Seu principal objetivo é difundir técnicas sustentáveis de cultivo e aproveitamento da terra e dos recursos locais. A ONG tem seus patrocinadores atuais, porém, necessita arrecadar mais recursos para investir em novos projetos fundamentais para a sociedade de seu entorno. Atualmente a Industria da Farinha do município de Trindade tem sofrido com o pouco retorno do investimento feito somente no cultivo de mandioca. Como o principal ponto de venda dos produtores era a Feira Municipal de domingo, fechada temporariamente pela pandemia, foi solicitada a ONG que auxiliasse os produtores a diversificar as atividades rentáveis. Para cumprir tal objetivo desenvolvemos um projeto de design agroflorestal que possibilite não só a diversificação das atividades rentáveis com novos cultivos, como a melhoria na qualidade de vida através da diversificação a alimentação dos trabalhadores e melhoria do solo e emprego de insumos. Além de atender as necessidades dos agricultores, o projeto agroflorestal da Industria da Mandioca constituirá um modelo para implantação de agroflorestas no cerrado.

 

3          Objetivos e critérios de sucesso do projeto

 

O objetivo é criar e implantar um design agroflorestal adequado para os trabalhadores da Industria da Farinha. O projeto será considerado um sucesso se atender a todos os critérios de aceitação dos beneficiados e servir como modelo para desenvolvimento de empreendimentos sustentáveis no cerrado goiano, além respeitar as restrições e cumprir o cronograma de execução e principalmente atender o objetivo abaixo:

 

          Arrecadar o valor de R$ 8.000,00 por hectare (são, ao todo, 14 hc, totalizando R$ 112.000,00) para subsidiar o projeto e a implantação;

          Arrecadar o valor de R$ 120.000,00 para subsidiar os recursos humanos necessários.

 

Atualmente a área comunitária da Industria da Farinha é de 14 hectares, totalizando carência de R$ 232.000,00. O recurso será empregado em 3 fases principais: no primeiro mês, levantamento dos saberes e técnicas de cultivo local (realizado por antropólogos através de entrevistas com produtores); no segundo mês, estudo dos indicadores para seleção de espécies e arranjo (realizado por agrônomos através de levantamentos de campo); e nos meses subsequentes, desenvolvimento e implantação de design (realizado por parceria entre beneficiários, antropólogos e agrônomos).  Todas as etapas serão acompanhadas e registradas nas redes sociais da ONG. Ao final de cada etapa a ONG realizará um evento para receber e apresentar os doadores aos resultados parciais. A prestação de contas se dará no término do período de 10 meses com exposição da contabilidade em relatório contendo escrutínio das etapas e registro fotográfico.

 

4          Metodologia

 

Para este projeto adotaremos a proposta desenvolvida pelos profissionais da Preta Terra. Entendemos que todo projeto agroflorestal deve atender a cinco critérios para ser eficiente, devendo ser: modular, replicável, elástico, aderente e decisório temporal. Sendo projetado de forma modular, o projeto é passível de replicação, balizando empreendimentos futuros no cerrado, pois possibilitará que outras comunidades, ao visitarem o empreendimento possam captar informações o suficiente para iniciar a replicação em outros espaços. É nesse ponto que a elasticidade e aderência ganham importância, pois são esses dois critérios desenvolvidos na fase de design que garantem que o projeto possa ser implantado em outros lugares no mesmo bioma com pequenas alterações. Ou seja, ele é aderente ao cerrado e também é elástico a condições específicas de diferentes populações. Por fim, o decisório temporal é mais um aspecto que garante elasticidade ao empreendimento agroflorestal, pois é um dispositivo que prevê períodos de mudança nas espécies cultivadas, tornando possível maior diversidade de produtos e capacidade dos produtores de atenderem novas demandas que possam vir a surgir.

 

5          Cronograma

 

O prazo total estimado para realização é de 10 meses, tendo como objetivo último ter todas as espécies plantadas.

Mês

Etapas

01

·         Levantamento dos saberes e técnicas de cultivo local;

·         Entrevista com moradores;

·         Inventário de equipamentos utilizados;

·         Inventário de técnicas utilizadas;

·         Levantamento de desejos e necessidades dos residentes.

01-02

·         Estudo dos indicadores para seleção de espécies e arranjo;

·         Adaptabilidade à zona de ocorrência;

·         Ciclo de vida;

·         Estrato;

·         Sucessão no sistema;

·         Área de copa e ocupação;

·         Necessidade de luz e suporte à sombra;

·         Necessidade hídrica;

·         Necessidade nutricional;

·         Valor ecológico.

03-10

·         Desenvolvimento e implantação de design.

 

A proposta inicial para passar por adequações locais é:

o   Espécie agrícola anual (Mandioca) - 1m x 1m;

o   Espécies florestais de alto valor - 10m x 10m;

o   Frutíferas - 10m x 2,5m.

Linha de serviço:

o   Bananeiras - 10m x 5m;

o   Sementes variadas.

(MODELO FICTÍCIO) CARTA DE APRESENTAÇÃO

 

FRANCISCO SOUSA

Brasília, DF | C: 62995377774 | franciscooctaviobdesousa@gmail.com

25 de setembro de 2020

Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA)

RE: Busca por vagas.

Caros,

Em minha busca por novos empreendimentos criativos, fiquei feliz em encontrar no Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) um espaço que constantemente abre postos de trabalho. Como um profissional ambicioso com experiência em selecionar e avaliar uma variedade de documentos, resumir material pertinente, coletar e analisar dados e preparar materiais de apoio para papéis de avaliação, estudos, resumos e relatórios, legado dos anos como discente pesquisador, acredito que seria uma excelente adição à sua equipe.

Identificar abordagens e soluções aprimoradas para desafios de negócios são atividades que me impulsionam e inspiram. Acredito que minha experiência com conhecimento de metodologias de pesquisa, coleta e manutenção de dados e capacidade de identificar, extrair, analisar e formatar dados de uma ampla variedade de fontes padrão e não padrão são o que vocês buscam para o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Contribuições da minha função anterior como pesquisador financiado pela Fundação Universidade de Brasília campo das ciências ambientais me legaram domínio do assunto e persistência quando confrontado com problemas ou desafios difíceis. Eu desenvolvi fortes habilidades em colaboração e fomentei uma reputação como um contribuidor importante por meio de habilidades de comunicação obtidas em estágio no Departamento de Ciência da Computação da Universidade da Brasília, que me garantiram a ampliação do jargão profissional. Como um membro da equipe, sou colaborativo com os colegas e procuro maneiras de integrar percepções valiosas. Por meio dessas qualidades, tenho confiança em minha capacidade de fixar objetivos claros que são consistentes com as estratégias acordadas e identificar atividades e atribuições prioritárias para ajustar as prioridades conforme necessário visando usar o tempo com eficiência. Me inspiro na carreira de Barbara Hendrie, diretora do Escritório para a América do Norte, formada em antropologia social, com anos de dedicação ao desenvolvimento sustentável e assuntos humanitários.

Sou nascido no interior de Goiás, o que contribui para o critério de recrutamento numa base geográfica tão ampla quanto possível. Sou técnico em edificações formado de Instituto Federal Goiano – Campus Trindade. Realizei pesquisas em laboratório na área de análise de combustíveis, pesquisas em campo na área de mecânica dos solos e pesquisas bibliográficas para qualificação de material didático. Essas pesquisas me legaram habilidades com acompanhamento e compilação de informações de uma ampla variedade de fontes. Sou aluno de Ciências Sociais na Universidade de Brasília. Sou membro do Grupo de Ensino e Pesquisas Americanistas. Atualmente realizo pesquisa na área de história ambiental e antropologia ecológica, me aprofundando cada vez mais nas questões de biodiversidade com a experiência na coleta e pesquisa de dados em várias áreas de desenvolvimento social. Como tenho interesse pelos temas Meio Ambiente em estudo, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e Tecnologia, projeto realizar o trabalho de conclusão de curso mesclando trabalho de campo e georreferenciamento, atentando para as relações ecológicas dos membros da comunidade observada. Tenho bom domínio do espanhol. Pretendo dominar, nos próximos anos, o inglês e o francês.

 

Atenciosamente,

Francisco Sousa

(MODELO FICTÍCIO) PROJETO DE LEI N° PL 341/2020

 

Dispõe sobre padronização das calçadas e vias públicas do município.

 

A Câmara Legislativa de Trindade decreta:

 

Art. 1º Fica estabelecida a responsabilidade da Prefeitura Municipal de Trindade na padronização das calçadas do Município em consonância com a ABNT 9050/2015, Código de Obras e o Plano Diretor.

§ 1º A execução das calçadas de forma padronizada é de responsabilidade dos proprietários e locatários dos lotes, ficando sob responsabilidade da Prefeitura Municipal de Trindade o estabelecimento da padronização e fiscalização da execução e manutenção.

 

Art. 2° A Prefeitura Municipal de Trindade, por meio de seus órgãos de fiscalização previamente definidos em lei complementar deverá atuar na fiscalização para o cumprimento das normas técnicas estabelecidas para as calçadas em todos os logradouros do Município. Aqueles que não cumprirem a padronização integral nos prazos estabelecidos por lei, estarão sujeitos a multa estabelecida na mesma lei complementar.

 

§ 1º A Prefeitura Municipal de Trindade, deverá atribuir a função de fiscalização para mais de um órgão municipal, evitando, assim, a escassez de fiscais.

 

Art. 3° Fica estabelecido prazo de 1 ano para a padronização das calçadas já existentes na cidade de Trindade.

 

§ 1º As novas edificações na cidade de Trindade somente receberão o alvará de “Habite-se” quando certificado pelo órgão responsável o estrito cumprimento da padronização da calçada determinada em lei complementar.

 

Art. 4° A padronização deverá seguir os critérios:

 

§ 1º O piso deve ser Paver (blocos de concreto intertravado sob colchão de pó de pedra e areia, permitindo a infiltração de água no solo) com inclinação de 2% a 3%, no sentido do lote para a rua. Calçadas com largura menor que 2,50m possuem uma faixa de 40cm em Paver junto ao alinhamento do lote e uma faixa, também em Paver, com o desenho padrão da rua junto ao meio fio, não havendo degraus entre lotes. Em todos acessos até a faixa de pedestres e esquinas, deve haver uma rampa com inclinação máxima de 8,33% para permitir a circulação de pessoas com mobilidade reduzida, em consonância com a NBR 9050/2015, NBR 16537/2016 e Lei nº 13.146/2015.

 

§ 2º Caso a largura da calçada não comporte o desenho padrão da rua é necessária a consulta à Secretaria Municipal de Habitação para adequações.

 

Art. 5° Essa lei entra em vigor em 90 dias após a data de sua publicação.

 

JUSTIFICAÇÃO

 

De acordo com o IBGE, cerca de 30% do movimento nas cidades é realizado por pedestres. Em Trindade esse número é muito mais alto, visto que é uma cidade foco de turismo religioso, onde o público majoritário é composto por idosos. Desse modo, as boas condições das calçadas não só são essenciais para a mobilidade urbana, mas para o bem estar dos turistas, em sua maioria idosos e com mobilidade reduzida.

Além disso, Trindade conta ainda com a Vila São José Bento Cottolengo, instituição filantrópica que auxilia pessoas com diferentes limitações. O contato dessas pessoas com o cotidiano da cidade traria bons resultados para o tratamento, como bem nos mostra o trabalho de Clarice Rios (UERJ) – ver <https://mundareu.labjor.unicamp.br/7-a-gente-vai-no-boca-a-boca/> – e tantos outros na área de saúde coletiva.

É preciso lembrar ainda que, segundo o art. 182 da Constituição Federal, a propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano diretor. O plano diretor do município apresenta normas adequadas para a padronização das calçadas, mas infelizmente elas não são cumpridas.

Em depoimento prestado em outubro de 2020, a senhora Martha Agapito (75 anos), residente de Trindade a mais de 40 anos, conta como torceu o pé e lesionou o pulso a caminho da igreja por tropeçar em um fragmento solto da calçada:

 

“Todo sábado eu ia cedinho molhar as plantas, as vezes ia acompanhada, as vezes sozinha. Nesse dia eu estava acompanhada de uma neta. A gente foi conversando, conversa boba, distraída... nem vi a calçada quebrada... só senti o baque e perdi o equilíbrio. Botei a mão na frente pra não machucar o rosto e caí com tudo. Meu pé virou e machuquei o pulso por conta do peso. Eu queria molhar as plantas, mas estava com muita dor. A Julia me ajudou a voltar pra casa. Fui de carona pra o hospital. Usei tala e luvinha. Agora tenho que usar bengala, não saio sem... nem vou mais molhar as plantas da igreja.”

 

A padronização das calçadas já foi resolvida em diversas cidades, como Belo Horizonte, e muitas outras buscam formas de resolver o problema, como João Pessoa e Laguna. Por qual motivo nós, trindadenses, ainda retardamos a solução? Será preciso mais um acidente grave para que tomemos consciência da importância da padronização das calçadas em nosso município? Espero que não.

 

Sala das Sessões, em ...

 


 

Assunto: Distribuição do Projeto de Lei n° 341/2020 que "Dispõe sobre padronização das calçadas e vias públicas do município."

 

Autoria: Chico Sousa

 

Em 23/10/2020

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Amenizando contradições: mito e parentesco de C. Lévi-Strauss a E. Leach

 

Amenizando contradições:
mito e parentesco de C. Lévi-Strauss a E. Leach

 

O estruturalismo é uma escola antropológica da qual o melhor representante foi Lévi-Strauss. Partindo do estudo do parentesco, o objetivo final era encontrar as estruturas que garantiam o funcionamento do intelecto. O método de analise estruturalista foi empregado, tanto por Lévi-Strauss como por outros adeptos dessa escola, inúmeras vezes na análise de mitos. E é sobre a analise de mitos e a sua relação com o estudo do parentesco que esse texto se ocupa. Partindo das obras “A Gesta de Asdiwal” (1993) e “A legitimidade de Salomão” (1983) nos debruçaremos sobre mito e parentesco, buscando pontos de convergência e divergência a fim de compreender o alcance da analise estruturalista, bem como suas limitações.

A análise realizada nos dois textos passa por diversos níveis – geográfico, econômico, sociológico e cosmológico – para que, na comparação entre mitos, possa identificar relações abstratas de associação de corpos ou acontecimentos dotados de conteúdo pouco ou nada semelhantes. São os mitos que nos dão acesso aos fundamentos do pensamento sobre a condição humana, pois eles servem para amenizar contradições internas da organização social. É por essa razão que o parentesco aparece como ponto de partida para as interpretações dos autores, focalizando principalmente a relação de matrimónio e as trocas, atuando como ferramentas de coerção: ao tentar solucionar um problema e falhar, o herói do mito entrega o limite das exigências da vida social, com reflexos sobre a estrutura lógica subjacente aos já citados diversos níveis em que o mito se situa. É importante destacar que o mito, diferentemente das estruturas de parentesco, está em movimento e se transforma.

As críticas a essa perspectiva se atrelam ou a incapacidade de expandi-la para outros tipos de sociedade ou ao papel de reforçar a dualidade entre natureza e cultura. Sobre essa segunda, a abordagem dual é consciente, se tornando mais uma ferramenta interpretativa que um reforço inconsciente do dualismo. Sobre a primeira, Leach se ocupa em demonstrar a amplitude funcional da perspectiva estruturalista, apesar de destacar que seu objetivo maior não estava em ser totalmente fiel à essa perspectiva analítica. Apesar das convergências entre Leach e Levi-Strauss, o primeiro se demonstrou mais pragmático, preocupando-se com os problemas cotidianos da vida em sociedade. Já Levi-Strauss estava focado na oposição da ciência do concreto à ciência ocidental, tratando as duas como formas válidas de organizar o mundo.

 

Referências bibliográficas

LÉVI-STRAUSS, Claude. 1975. A Gesta de Asdiwal. Antropologia Estrutural II. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro

Leach, Edmund. A legitimidade de Salomão. In DaMatta, Roberto. Edmund Leach. São Paulo: Editora Ática


Nota: 11/15

Críticas: a avaliação é sempre comparativa. O texto estava muito genérico. não houve apontamentos dos mitos que cada autor traz e as incoerências que o mito tenta resolver, com as inversões e os exageros. Faltou trazer as questões específicas de cada texto abordado. Haviam questões de parentesco específicas que não foram relacionados aos mitos específicos. Foi falado muito de forma genérica e pouco de relação direta com os textos. O texto estava muito abstrato, sem ancoragem etnográfica, sem relação direta com os autores. Não se falou de como mito e parentesco se relacionam. 


 

sábado, 26 de setembro de 2020

Plano de Aula: questão ambiental para técnicos em edificações

 

Plano de Aula: questão ambiental para técnicos em edificações

 

Está aula será ministrada para alunos do terceiro ano do curso técnico em edificações durante o último trimestre letivo. É necessário que conceitos técnicos sobre solos, arquitetura básica e meio ambiente estejam bem delimitados.

 

Objetivo: introduzir a questão ambiental nas ciências sociais para tensionar, com os estudantes, as relações entre humanos e não-humanos, provocando reflexões sobre o fazer profissional do técnico em edificações.

 

Metodologia: para cumprir tal objetivo, deve-se abordar os temas: 1. natureza e cultura: iniciar com a discussão de Franz Boas e problematizar a separação entre os termos com a perspectiva da antropologia ecológica; 2. antropologia ecológica: apresentar o novo paradigma de estudo sobre as relações entre humanos e não-humanos; 3. solos e produtividade vegetal: demonstrar como diferentes populações humanas fazem uso dos vegetais e como isso está ligado ao solo, demonstrando que há conhecimentos sofisticados sobre o solo e suas características para além dos laboratórios de Mecânica dos Solos e Materiais de Construção; e 4. ajustes reguladores sociais/culturais: reforçar como o conhecimento de diferentes populações sobre o meio ambiente influência a construção das habitações, o vestiário, as tecnologias de subsistência e os rituais. É esperado que no final da aula os alunos estejam mais conscientes de que atos como movimentação de terra, limpeza do terreno, desenho arquitetônico etc, são constituídos de instrumentos cognitivos distintos, com metodologias diferentes e que respondem a interesses e ideologias também distintas.  

 

Previsão de desenvolvimento: duas aulas de 50 minutos intercaladas.

 

Recursos necessários: dia de sol, sapatos fechados, livro didático (“Sociologia Hoje”, 2016), projetor para leitura conjunta de: “Sociedades tradicionais podem servir de exemplo” (Eduardo Viveiros de Castro, 2017), leituras não-obrigatórias: Clifford Geertz (“Agricultural Involution”, 1963), Emilio F. Moran (“Adaptabilidade Humana”, 1994).

 

Dinâmica proposta: propõe-se uma volta no quarteirão em que, na ida, os alunos serão instigados a observar as construções, atendando-se para os elementos básicos do curso técnico (tipo de telha, tipo de bloco, direção das janelas etc) e na volta deverão observar os locais não construídos (lotes baldios, parques, gramados, pequenas plantações etc). Novamente em sala, com a turma organizada em círculo, inicia-se uma aula expositiva dialogada sobre:

1.                  natureza e cultura: a parte técnica das construções e a relação com a primeira interpretação do termo "cultura". Perguntar aos alunos sobre árvores e jardins nos espaços construídos (necessidade ou estética?). Perguntar sobre como adequar o solo para construção, como escolher o tipo de telha, etc. Perguntar sobre populações que não usam dos mesmos métodos.

 

Primeiro intervalo.

 

2. antropologia ecológica: começar a questionar se as construções, como expressão da cultura, realmente independem do meio ambiente e como a metodologia do curso técnico aborda as questões ambientais.

3. solos e produtividade: problematizar o espaço dos laboratórios como espaço único de produção de conhecimento. Refletir sobre a influência da metodologia e dos interesses do curso técnico. Abrir a discussão de finalização da aula sobre conhecimentos específicos fora do espaço acadêmico. Perguntar sobre familiares agricultores.

4. ajustes reguladores sociais/culturais: discutir a influência do meio ambiente sobre a construção das habitações, o vestiário, as tecnologias de subsistência e os rituais. Trazer exemplos de diferentes locais: malocas na Amazônia, iglus no Ártico. Realizar a leitura conjunta de: “Sociedades tradicionais podem servir de exemplo” (Eduardo Viveiros de Castro, 2017). O que aprender com sociedades tradicionais? Encerrar com fala sobre consciência dos instrumentos cognitivos envolvidos na realização de projetos de engenharia.

 

Fim da aula. Segundo intervalo.

sábado, 15 de agosto de 2020

1º Quase publicação: Um olhar antropológico sobre “Nós”

 

Resumo: A antropologia, antes de tudo, é um olhar para além da visão como sentido. O que chamamos de "olhar antropológico" é a capacidade de transformar teoria em instrumento para, por exemplo, assistir ao filme "Nós" (2019) e fazer dele uma revisão dos evolucionistas Edward Burnett Tylor, Lewis Henry Morgan e James George Frazer. A partir das camadas desse terror de invasão domiciliar, retomou-se o encontro entre dois mundos que propiciou a discussão evolucionista do século XIX, eurocêntrica e reducionista, mas por meio da qual fora promovida a institucionalização da disciplina.

 

Palavras-chave: olhar antropológico, evolucionismo, invasão domiciliar, encontro entre dois mundos

 

Una mirada antropológica a "Nosotros"

 

Resumen: La antropología, en primer lugar, es una mirada más allá de la visión como significado. Lo que llamamos una "mirada antropológica" es la capacidad de convertir la teoría en un instrumento para, por ejemplo, ver la película "Nosotros" (2019) y convertirla en una revisión de los evolucionistas Edward Burnett Tylor, Lewis Henry Morgan y James George Frazer. A partir de las capas de este terror de la invasión doméstica, el encuentro entre dos mundos que propició la discusión evolutiva del siglo XIX, eurocéntrica y reduccionista, pero a través de la cual se promovió la institucionalización de la disciplina.

 

Palabra clave: mirada antropológica, evolucionismo, invasión de hogares, encuentro entre dos mundos.

 

Apresentação

Concordo com François Laplantine, quando, em “Aprender Antropologia” (2003), afirma que a antropologia, antes de tudo, é um olhar. Antes de ser campo de conhecimento, antes de ser ciência ou arte, antes de ser uma teoria do social[1] ou linguagem, a antropologia é um olhar sobre o mundo, sobre os processos macro e micro que fazem parte do cotidiano. Esse olhar, estruturante para todo o texto, é, de acordo com Oliveira (1996) "[...] uma espécie de prisma por meio do qual a realidade observada sofre um processo de refração [...]". É por meio dele que a teoria dissecada nos livros e em sala de aula passa a ser instrumento do pesquisador. Não se restringe apenas à visão como sentido, mas é uma domesticação do sistema sensorial capaz de criar uma sensibilidade etnográfica, empregada aqui de forma algo poética, para referir uma perspectiva ou abordagem singular da realidade. Todavia, a construção dessa forma de olhar sobre o mundo não foi tranquila: remonta ao auge do darwinismo social, paralelamente ao surgimento do termo “antropologia” para nomear uma área do conhecimento que pensava a humanidade como um todo (STOCKING, 2006), e voltar a esse período não é uma tarefa fácil. Para a nossa sorte, a modernidade trouxe consigo uma ferramenta útil para a ciência e prazerosa para grande parte das pessoas: o cinema.

Os filmes podem dar forma à imaginação, uma imagem pode expressar inúmeras palavras, muitas que nem mesmo conhecemos. Podem ilustrar, com metáforas ou reconstruções, realidades perdidas no tempo, ou intencionalmente apagadas. Plantar batatas em Marte ou fugir de dinossauros no centro da Terra. Todavia, não são muitos os que aproveitam todo o potencial desse tipo de arte. Há milhares de filmes que poderiam servir de pano de fundo para discussão dos mais diversos conteúdos, e quando o debate é antropológico, esses milhares se multiplicam, afinal, antropologia é, antes de tudo, um olhar.

Talvez os “clássicos” da academia, como “Tempos Modernos” (1936), “Desmundo” (2002) ou “O Enigma de Kaspar Hauser” (1974), já estejam muito batidos e, para um público mais jovem, recém-chegado ao ambiente universitário, sejam um tanto quanto entediantes, mas o universo cinematográfico não se restringe só a esses filmes “clássico”, incontáveis vezes analisados. Existem inúmeras obras recentes que possibilitam amplas discussões acadêmicas tão relevantes quanto as discussões propiciadas pelos filmes que chamei de clássicos, mas tudo indica que trazer esses elementos novos ainda é um desafio em muitas salas de aula universitárias. E é tentando colaborar para novos debates a partir de produções recentes que esse texto foi escrito.

 

Evolucionismo, terror e “Nós”

Por brilhar mais nas sutilezas, o olhar antropológico nos permite discutir filmes que atinjam um público mais amplo.  É o caso desse texto de tom ensaístico. Com um filme recém lançado e voltado para um público menos restrito, pretendo fazer apontamentos sobre o evolucionismo cultural em sua fase clássica, remontando com metáforas de um terror de invasão domiciliar às premissas dos evolucionistas Edward Burnett TylorLewis Henry Morgan e James George Frazer[2].

É desafiador treinar a nossa visão para sutilezas e metáforas, e a dificuldade aumenta quando temos como objeto de análise algo que pretende causar medo, mas o objetivo é mostrar como esse olhar antropológico pode alterar a nossa percepção, como a antropologia está contida mesmo em um filme de terror. Por que escolher um filme de terror? Por trazer as discussões sobre preconceitos e desigualdade sobre ângulos diferentes dos convencionais. Pelo desejo de mostrar como é possível aplicar o tal olhar antropológico em situações variadas.  Mas, acima de qualquer outro motivo, a escolha se deve pelo fato de a gênese da antropologia pelos evolucionistas ser assustadora. Antes de prosseguir com a leitura, recomendo fortemente que assista ao filme “Nós” (“US”, na língua original), de 2019, dirigido por Jordan Peele[3]. As reflexões que serão expostas carecerão de explanação sobre as surpresas que o filme apresenta, possivelmente atrapalhando a primeira experiência com a obra.

Jordan Peele é um ator, escritor, diretor e roteirista estadunidense que saiu da comédia, estreando como diretor em "Corra!" (Get out, 2017), vencendo a categoria de Melhor Roteiro Original no Oscar. Em 2019, coproduziu "Infiltrado na Klan" (BlacKkKlansman), vencedor do prémio de Melhor Roteiro Adaptado, e "Nós" (Us), que ficou longe da grande premiação, apesar de propiciar uma experiência incrível. Atentemo-nos a esse último, objeto desse texto.

Em síntese, “Nós” retrata a história da família Wilson, que vai à praia descansar. O pai da família é Gabriel Wilson (Winston Duke), o tipo brincalhão, buscando mais comunicação com a família. Zora Wilson (Shahadi Wright Joseph) é a filha mais velha, na fase "rebelde" da adolescência em que os sonhos dos pais deixam de ser os sonhos da filha, de busca por uma autonomia maior. O filho mais novo, Jason Wilson (Evan Alex), uma criança na transição para a adolescência, em que o vocabulário começa a mudar, que começam a dizer que a pessoa está velha demais para brincar. E a protagonista (e antagonista) Adelaide Wilson, estrelada por Lupita Nyong'o: uma mãe preocupada com os filhos e uma mulher marcada por traumas do passado. Na casa de praia encontram cópias, “humanos criados por humanos”, mas sem alma, condenados a viver como sombras, na definição da antagonista, que viviam em um mundo subterrâneo e conseguem subir ao mundo superficial, procurando, pela primeira vez, agência sobre suas próprias vidas, mesmo que para isso tenham que se sujar de sangue “inocente”.

 

Metáforas de invasão domiciliar

O filme solta inúmeras farpas aos dramas sociais contemporâneos, típicas das obras de Peele: desde uma ausência paterna, logo no início, quando o pai de Adelaide perde a filha no parque; até comportamentos racistas normalizados, como as falas da família Tyler na praia, e a própria ideia de ter pessoas vivendo “acima” (literal e metaforicamente) de outras.  É um filme com camadas: na primeira consta o terror “real”, da invasão domiciliar, de violência gráfica; na segunda, mais metafórica, a obra faz crítica a uma sociedade de privilégios que se mantém pela exploração e exclusão. É na segunda camada que esse texto encontra seu alvo de estudo, posto que as metáforas que o filme sugere podem aludir ao movimento evolucionista da antropologia no XIX.

A primeira delas é a existência de dois “mundos”, duas realidades literalmente sobrepostas: o mundo da superfície seria o europeu, com suas instituições sociais e civis supostamente mais avançadas, localizando, para os autores evolucionistas, no último degrau de uma ilusória escada evolutiva pela qual toda a “raça” humana iria passar. E o subterrâneo, as “descobertas” europeias, os nomeados “primitivos”, tidos para os europeus desse período como carentes de invenções e descobertas, em um estágio de desenvolvimento muito inferior (TYLOR, 2005 [1871]; FRAZER, 2005 [1908]; MORGAN, 2005 [1877]; STOCKING, 2006).

O primeiro contato entre pessoas desses mundos é assustador, afinal, são “iguais”[4].  Se o novo é “igual”, biologicamente, a diferença estaria no comportamento. Essa foi a premissa dos primeiros antropólogos, os evolucionistas. O método comparativo promovido por Tylor (2005 [1871]) objetivava encontrar leis universais que explicassem uma sequência natural e necessária de evolução, retirando a agência das pessoas sobre os processos históricos e sobre a própria vida. A ausência de agência é exposta de forma metafórica no filme: as pessoas do mundo subterrâneo passam involuntariamente pelos mesmos eventos que os iluminados realizam autonomamente, aludindo a escala de desenvolvimento de um povo proposta por Morgan (2005 [1877]), selvageria-barbárie-civilização, que serviu de justificativa para intervenção direta sobre a vida de outros povos a fim de fazê-los alcançar um suposto grau de desenvolvimento em que os europeus se encontravam. Teoricamente, seguia uma sequência natural e necessária, como apresentado por E. Tylor (2005 [1871]), mas poderia ser agilizado com um guia, com uma “tutela civilizatória”, uma intervenção dos ditos “civilizados” sobre os povos não europeus em que fosse demonstrado um caminho para a evolução humana[5], uma “invasão domiciliar” justificada: é só com a orientação de uma iluminada que os subterrâneos conseguem chegar à superfície.

O filme ainda ilustra o que deveria ser o maior medo dos antropólogos de gabinete[6]: o advento dos não europeus, uma ruptura violenta (literal e metaforicamente), a tomada do lugar que era dos europeus “por direito”. É possível perceber esse receio dos evolucionistas pela insistência que tinham em defender que as explicações de mundo dos “primitivos” não superavam a ciência, pois eram mágicas e/ou religiosas, convertendo-se não em conhecimento, mas em pseudo-ciência ou pseudo-arte. Nos termos do filme, esse medo seria do “desacorrentamento” proposto pela antagonista.

Ingold (1994) afirmou que a concepção de animalidade em cada geração é reconstruída partindo do que, supostamente, apenas nós, humanos, temos. Essa constatação de Ingold cai como uma luva ao observarmos que há uma construção animalesca entorno das cópias, seja pela ausência de fala, pelo modo de se locomover, pelos grunhidos: é como se houvesse uma insistência para que, quem assiste, não humanize aquelas personagens, de forma que as mortes delas não geram incômodo. Aproximadamente aos 75 minutos de filme, a família Wilson, logo após matar as cópias da família Tyler, senta para bater papo como se os cadáveres pela casa não significassem nada. O que acontece ao longo dos séculos de ocupação colonial entorno do mundo é justamente essa desumanização, de forma a reduzir o impacto das mortes, ou seja, interessados em explorar e/ou matar, cabia aos colonizadores negar aos habitantes prévios do território ocupado a humanidade, para que pudessem se sentar e bater papo em casa tranquilos, como a família Tyler fez no filme, sem o peso da morte de pares.

Quanto ao uso da violência como reflexo de uma barbárie/selvageria: tanto os iluminados quanto os subterrâneos recorrem à violência, o que colocaria os dois em um mesmo patamar[7]. E, no final do filme, quando temos a confirmação de que Red pertencia ao mundo da superfície e Adelaide pertencia ao mundo subterrâneo, fico inquieto com qual seria o real invasor. Outra reflexão que pode ser extraída desse mesmo ponto é sobre o que somos capazes de fazer depois que ascendemos socialmente a fim de nos mantermos no “topo”.

 

Conclusão

Por fim, é necessário deixar evidente que toda interpretação é particular e única, ligada ao contexto de vida de cada pessoa. E é essa a graça de todo tipo de arte: o choque entre diferentes interpretações/visões de mundo. Com esse texto em tom ensaístico objetivei aplicar um olhar antropológico sobre uma obra cinematográfica e trazer algo sobre a discussão evolucionista, imbrincada no surgimento da antropologia. A visão dos evolucionistas, apesar de pioneira, foi eurocêntrica, preconceituosa e reducionista, entre outros adjetivos pejorativos, mas não é por isso que se deve negar a existência dessa primeira escola de pensamento ou deixar de reconhecer os pontos positivos que ela propiciou: a institucionalização da disciplina, um primeiro objeto (o “primitivo”), um primeiro método (o comparativo). Sem o trabalho desses “colecionadores de borboleta”, a antropologia provavelmente estaria ainda anexa à Sociologia ou à História.

Espero encorajar alguns leitores, como foi feito com “Nós” (2019) e as teorias evolucionistas, a pensarem as relações entre humanos e não-humanos com “Dolittle" (2020),  as teorias econômicas malthusianas a partir de “Vingadores: Ultimato” (2019), as revoluções e contrarrevoluções a partir da saga “Jogos Vorazes” (2012-2015) ou ainda o programa “Escola Sem Partido” no filme “Harry Potter e a Ordem da Fênix" (2007).  Igualmente espero que com esse escrito tenha demonstrado uma parte ínfima do que esse olhar antropológico é capaz. Ele nos possibilita enxergar um outro mundo, não superior nem inferior, mas paralelo, para além do postulado da alteridade. E talvez a maior missão do antropólogo seja possibilitar esse olhar a toda a sociedade, construindo um ambiente de convivência menos predatório e mais cooperativo, valorizando os múltiplos saberes que vão para muito além da academia.


[1] Raewny Connel propõe, em “A iminente revolução na teoria social”, que o principal produto da antropologia deve uma teoria do social, que leve em conta os aspectos socioeconômicos e geopolíticos da realidade em que é praticada. Um ponto de vista muito diferente do evolucionismo, alvo desse texto.

[2] Com publicações entre 1871 e 1908, embora essa tradição não se restrinja a esses três autores.

[3] Jordan Peele é um ator, escritor, diretor e roteirista estadunidense que iniciou sua carreira na comédia estando no elenco de MADtv entre 2003 e 2009. Junto com Michael Key, criou o programa Key e Peele (2012-2015) que tratava de forma bem humorada de cultura popular estadunidense, estereótipos e críticas sociais. Em 2017, Peele deu um salto em sua carreira estreando como diretor em "Corra!" (Get out), um longa de terror instigante que joga luz sobre o racismo pós-Obama por uma ótica inusitada. Com essa obra Jordan Peele se consagrou como primeiro negro a vencer a categoria de Melhor Roteiro Original no Oscar, abrindo espaço para filmes com teor crítico nas principais categorias da premiação. Em 2019, o drama policial com pitadas de comédia "Infiltrado na Klan" (BlacKkKlansman) coproduzido por Peele levou o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado, reforçando a crítica ao racismo que permeia toda a jornada profissional do diretor. No mesmo ano, o filme "Nós" (Us) veio para comprovar que o terror é onde Peele consegue mais destaque, apesar de ter sido esquecido pela grande premiação.

[4] No filme: literalmente igual; metaforicamente, biologicamente iguais.

[5] Nos escritos de Frazer (2005 [1908]), a suposição problemática em que os primitivos eram tidos como pouco intelectuais que careciam de liderança e deveriam ser governados é evidente.

[6] Pesquisadores que não faziam pesquisa em campo, que escreviam suas teses a partir de relatos de outras pessoas, a exemplo de viajantes, missionários, comerciantes

[7] É fato que a inferiorização criada pelos iluminados gera incômodo nos subterrâneos, mesmo que os indivíduos não tenham culpa por terem nascido na superfície ou no mundo “inferior”, mas isso de maneira nenhuma justifica o uso da força, bem como nada deveria justificar.

 

REFERÊNCIAS

CONNEL, Raewyn. A iminente revolução na teoria social. In: RBSC, vol.27, n°80. 2012.

FRAZER, James George. “O escopo da antropologia social”. In: Evolucionismo cultural – Textos de Morgan, Tylor e Frazer. Castro, Celso (org.) Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. 2005 [1908].

INGOLD, Tim. Humanidade e Animalidade. Tradução: Vera Pereira. Companion Encyclopedia of Anthropology, Londres, Routledge. 1994.

LAPLANTINE, François. Aprender Antropologia. São Paulo: Editora Brasiliense, 2003.

MORGAN, Lewis Henry. “Sociedade antiga”. In: Evolucionismo cultural – Textos de Morgan, Tylor e Frazer. Castro, Celso (org.) Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. 2005 [1877].

Nós, Us (Original). Direção de Jordan Peele. Estados Unidos da América: Universal, 2019. P&B.

OLIVEIRA, R. O trabalho do Antropólogo: olhar, ouvir, escrever. Revista de Antropologia, v. 39, n. 1, p. 13-37, 6 jun. 1996.

STOCKING, GEORGE W. Jr. Tradições Paradigmáticas na História da Antropologia. Teoria e Sociedade, 13 (2). Belo Horizonte. 2006.

TYLOR, Edward. B. “A ciência da cultura”. In: Evolucionismo cultural – Textos de Morgan, Tylor e Frazer. Castro, Celso (org.) Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. 2005 [1871].

 

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